A Criatura do Parque Saint Hilaire em Viamão

Moça em viagem de estudos à Viamão descobre uma estranha criatura no maior parque desta cidade.

 
06/04/2008 21:13
Por 
hal9000
  |  
Votos
 
 
  |  
Comentários (7)
a_criatura_do_parque_saint_hilaire_em_viamao

From: 1
Minha Jornada à Viamão - RS
Quando descobri o inconcebível

Como toda história, esta tem um começo. Geralmente o início de um relato é algo simples e sutil, claro o suficiente para localizar os atores da mesma no espaço e no tempo. Meus avós moravam em Viamão, uma cidade com ares de interiorana, apesar de ser uma cidade metropolitana (pertence à região da Grande Porto Alegre). Pois bem, era o mês de junho de 1986 e eu estava de férias. Resolvi então pegar minhas economias e viajar ao sul do país para visitar meus parentes. Não sabia que esta simples decisão iria mudar para sempre minha vida.

Após duas horas de vôo, tivemos dificuldades de pousar em Porto Alegre, pois a chuva era muito forte. Felizmente um primo estava nos esperando no Aeroporto. Depois de mais uma hora chegamos na casa de meu avô, que ficava num bairro chamado Águas Claras. De início já fomos entregando as lembranças que trouxemos de casa. Já devia ser uma da madrugada e, após tomarmos um bom café, fomos dormir pois tínhamos muito a fazer naquele final de semana.

(...)
Quando acordamos com o canto dos gansos, a chuva já tinha parado. Tomamos café e resolvemos aproveitar a bela manhã e dar um passeio para conhecer melhor a cidade e fazermos umas fotos, motivo principal da viagem. Estávamos organizando um trabalho para a Universidade sobre cidades turísticas e Viamão se encaixava perfeitamente no perfil que nos foi exigido.

O primeiro local a conhecer seria o Parque Saint Hilaire, que fica já na saida do município (ou na entrada para quem chega). O parque não tinha muitos atrativos e parecia abandonado. A pessoa responsável nos avisou para não adentrarmos muito no mesmo, pois era perigoso. Mas como o trabalho exigia muitas fotos e detalhes, resolvemos ir bem além do razoável. Passamos por um córrego, vários campos de futebol e muita mata cerrada.

Quando o porteiro do Parque nos alertou, o mesmo falava de assaltos que, apesar de raros, poderiam ocorrer. Meu colega trazia consigo uma arma, devidamente registrada e por isso não estávamos com muito medo, apesar de atentos a qualquer ruído. De repente sentimos como se algo ou alguém corresse em torno de nós. Nos encontrávamos numa clareira e não se ouvia um único passaro. Até o vento parecia que tinha parado.

Neste momento ficamos um pouco espantados mas não exatamente com medo e resolvemos ir mais além. Foi quando notamos que realmente algo estava nos seguindo. Fizemos de conta que não sabíamos, mas nossos corações começaram a bater mais forte. Involuntariamente resolvemos não olhar para tráz, mas sabíamos que algo estava nos seguindo. Parecia grande. Meu colega que estava na minha frente parou e voltou-se para mim lentamente, olhando para o chão sem levantar a cabeça. Eu parei e instintivamente preparei minha máquina fotográfica. Vi quando o Ricardo ergueu os olhos e fez uma cara de espanto como nunca tinha visto.

"O que foi? O que esta vendo? É um bicho?" - perguntei completamente apavorada. Neste momento algo passou tão rápido que caí e apenas pude notar um vulto, enquanto meu colega permanecia paralizado. Desfeitos do susto, automaticamente começamos a correr de volta. Parecia muito mas distante desta vez. Só paramos para respirar e conversar quando estávamos no portão. O zelador nos olhou por baixo dos óculos perguntando se havia acontecido algo, pois tinha ouvido um grito.

Eu não lembro de ter gritado e mais tarde Ricardo também disse que nenhum de nós gritou. No carro, ele dirigia de volta para Águas Claras, sem falar. Depois de alguns minutos, talvez 5 ou mais, perguntei para ele o que era aquilo. Ele sacudiu a cabeça e disse que quase sem voz "Não sei..." . Paramos então num restaurante próximo ao centro da cidade e começamos a nos olhar. Primeiro ele começou a rir, como se estivesse maluco.

"Sabe, quando estávamos indo em direção à mata e sentimos que algo ou alguém estava nos seguindo, eu não senti medo, pois achei que fosse um animal. Mas sempre que olhava para tráz, talvez sem você notar, a coisa sumia. Não era humana pois era muito rápida. Cheguei a pensar que fosse uma ave ou mesmo um cão. Mas a cada passo, com mais dúvidas eu ficava e não tinha coragem de voltar nem de olhar novamente. Não queria lhe dizer. Estava com a arma carregada mas mesmo assim sabia que não teria chance mas não quiz assustá-la." - Revelou Ricardo, aparentemente transtornado com o que vira.

Então perguntei afinal o que tinha visto ou se chegou a ver algo quando se virou. Ele me respondeu que quando se virou, mesmo de cabeça baixa, notou que havia algo muito maior que um ser humano, de cor negra a uns 10 metros atráz de mim. Estava apavorado em olhar para ver com mais detalhes mas era algo desconsertante, que tinha medo de ver. Mesmo assim, quase que sem ter outra saída, ergueu os olhos e pôde ver algo assustador. Era como aqueles filmes de horror com uma critatura com um manto negro onde não se enxerga o rosto. Mas este tinha um rosto que não deu para ver claramente, pois ele cruzou rapidamente por nós.

Pedi detalhes, afinal éramos estudantes e não acreditávamos em fantasmas e coisas do gênero. Talvez fosse alguém querendo assustar, sei lá.

"Não poderia ser uma pessoa, pois era muito alto e se movia tão rápido que era impossível ser um animal tipo urso ou sei lá o que." - Disse ele olhando fixamente para mim. Resolvemos então voltar para Águas Claras e conversar com meu avô, pois na certa ele saberia alguma coisa, lendas, histórias da região, etc.

Infelizmente nossos parentes nunca tinham ouvido falar naquela coisa e acharam que estávamos brincando. Meu avô, como era do exército, chegou a pensar em falar com ums colegas para dar um "batida" no parque para averiguar, pois achou muito curioso. Mas achamos melhor não fazer nada e continuamos nosso trabalho em outros locais como em Itapuã, Morro Santana e outros locais que um conhecido de meu avô indiciou para mostrar a cidade.

Acreditem: havia algo naquele parque, naquela manhã fria de inverno. Se era um ser vivo ou alguma criatura de outro planeta, não posso afirmar pois eu não vi diretamente. Não acredito em assombrações e coisas do gênero mas meu colega nunca mais foi o mesmo. Ele tem procurado ler a respeito de lendas locais e está fazendo um trabalho nesta área. Depois que terminamos o curso ele foi para Pernanbuco e trabalha com informática. Tenho tentando entrar em contato para saber se resolveu aquele mistério mas ele me diz apenas para aguardar.

Nas Seções: Propaganda e MKT , Web etc
Cartão Vermelho: |
Sobre o Autor:

Hal 9000 é um Jornalista Free Lancer que busca matérias ligadas ao mundo da ciência e também do inexplicável (até o momento).

Veja meu perfil
comentáriose-mail

O que você achou deste comentário?
viamaohoje
Eu ouvi falar deste caso mas em 1997 ou 1998.
Sei que na epoca havia um boato de uma "vaca fantasma", isso mesmo, que estava circulando pela Free-Way. A policia procurava e não encontrava. Depois chagaram a comentar algo sobre Viamão e esta tal critura do parque, mas caiu em esquecimento por pensarem que era apenas boato.
2008-04-07 10:34:40.
O que você achou deste comentário?
discovery
Sobre o caso desta vaca, posso pasar o seguinte:

"Em junho de 2003, motoristas e trabalhadores da freeway passaram a relatar misteriosas aparições de uma vaca na pista, em Gravataí. Por aparecer apenas à noite e sempre escapar dos captores, ela passou a ser chamada de "vaca fantasma". Buscas foram feiras por funcionários em toda a região, mas o bovino sempre conseguia escapar, corcoveando."
2008-04-08 15:17:16.
O que você achou deste comentário?
hal9000
Possivelmente este caso relatado e confirmado da "Vaca Fantasma" foi criado justamente para mudar o foco dos jornais que na época possivelmente se voltaram para Viamão, no caso do Parque Ecológico Saint Hilaire.

Tanto que até mesmo helicopteros foram usados na busca desta tal vaca e nunca achavam. O mais estranho é que as vacas dormem durante a noite e esta ficava a passear pela estrada sem ser atropelada. Mais tarde encontraram a tal vaca, conforme nota publicada na Zero Hora, grande jornal da capital gaúcha.

Leia a materia neste link:
http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1755002.xml&template=3898.dwt&edition=9228&section=67
2008-04-09 09:11:09.
O que você achou deste comentário?
thays908
Quem tá afim de ir no Saint-Hilaire verificar se a "aparição" ainda lá se encontra?
2009-05-29 17:09:30.
O que você achou deste comentário?
Cibelys
Pois apareceu novamente:

http://phenomenonpoltergeist.blogspot.com/2009/10/ataque-caes-assusta-moradores-no-limite.html#comment-form
2009-10-10 01:14:29.
O que você achou deste comentário?
cleiton
olha, por mim é só marcar o dia que vou estar lá.
2009-06-16 18:49:46.
O que você achou deste comentário?
Cibelys
Apareceu novamente, esta em http://phenomenonpoltergeist.blogspot.com/2009/10/ataque-caes-assusta-moradores-no-limite.html#comment-form
2009-10-10 01:13:56.

Novo comentário

É preciso estar logado para postar um comentário.
Clique aqui para se logar ou registrar.
Webinsider
Desta.ca
Creative Commons