As premissas da Web Semântica

A anarquia foi ótima, mas é hora de organizarmos o caos.

 
03/04/2008 11:28
Por 
Alexandre Cabreira
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Comentários (1)

O conhecimento deve ser disseminado, sob pena do mundo globalizado entrar em colapso.

Mas como gerenciar isto de forma sustentável, levando a informação às pessoas e promovendo o desenvolvimento?

A resposta, eu insisto: com a adoção da Web Semântica, que possibilita:

- organização lógica dos dados contidos nas home pages;

- qualificar os metadados, tornando-os utilizáveis e úteis;

- identificação das informações relevantes, chegando mais rapidamente a elas, através do cruzamento das ontologias

- diversos níveis de sistemas e tecnologias de informação.


O maior problema da internet é o crescimento anárquico e desordenado. Isto foi muito bom no começo, pois ajudou a expandir a Rede Mãe, mas chegou a hora da ordem no caos.

A Web Semântica é uma solução para a estruturação dos dados da internet, usando meta-tags, viabilizando o processo de informação por parte das máquinas e visando novas possibilidades para a gestão do conhecimento. Ela pode ser considerada como a composição de um grande número de componentes ontológicos inter-relacionados.


É fundamental que os dados dos sites sejam expressivos o suficiente para que os computadores sejam capazes de processar e entender o real significado, sabendo diferenciar Holanda (país) de Holanda (Chico Buarque), por exemplo.


Na linguagem uma palavra pode ter diversos significados, o que pode causar confusão. A solução é usar técnicas que possibilitem o software vasculhar e separar o joio do trigo, cruzando as meta-informações e adentrando da chamada Web invisível, que caso, não saibam, o Google indexa apenas 3% de tudo que existe virtualmente.


Três premissas devem ser cumpridas à risca, para a fundamentação da Web Semântica:



- Um conjunto de padrões de metadados específicos de forma a acomodar os diferentes tipos de recursos: a adoção do padrão Dublin Core, com 15 itens, já universalizados e sugeridos pelo W3C, consórcio mundial que gere o desenvolvimento da Web Semântica, comandado por Tim Berners-Lee, que inventou nada menos que WWW. Ele é um dos “ pais “ da internet.


- A prevalência da língua inglesa como base da internet.


- A adoção da linguagem XML, mais elaborada e compreensível pelas máquinas.



Os chamados agentes são os elementos que vasculham a internet. A tecnologia de agentes permite a interação entre máquina e humanos, favorecendo o alcance dos objetivos, possibilitando a implementação de um sistema que faz com que o computador seja parte ativa no processo.

Os agentes devem ter: autonomia, velocidade de reação e continuidade temporal (estar sendo sempre atualizado).

Cartão Vermelho: |
Sobre o Autor:

Alexandre Cabreira é curioso por excelência. Usuário da web deste 1993, cursa Ciências da Computação e começa a flertar com a Web Semântica. Espera que dê casamento... É editor do blog Infologia ! (http://alexandrecabreira.com.br )

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Cesar Zeppini
Muito bom o artigo Alexandre!
Venho adotando a Web Semântica há algum tempo e não tenho do que reclamar! Me adaptei rápido, e hoje em dia todos os meus projetos possuem conteúdo semântico e, com certeza, o Google sabe recompensar.

Agora estou adotando o XML também e tenho certeza que logo logo vou me adaptar e ter um retorno ótimo!

Se todos adotassem a web semântica, seria muito mais fácil achar algo na internet. O legal da web semântica e de outros padrões que estão surgindo, é que se você perceber, está havendo uma "humanização" nos códigos, tornando-os mais orgânicos. Os microformats, por exemplo, são padrões de relacionamentos de links, onde você nomeia seus links de acordo com o relacionamento INTER-PESSOAL que você tem com o DONO do projeto linkado e não com o projeto em si.

Diversos outros padrões estão humanizando os códigos, e com certeza esse é o futuro do desenvolvimento web e quem correr primeiro para essa maré, com certeza vai se dar bem!
2008-04-03 12:59:12.

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