Democratização do varejo virtual

Mesmo com o boom de sites e lojas virtuais, há um grande nicho de comércio que ainda não desfruta do crescente número de vendas realizadas através do ambiente virtual


Johnny Wang*

Grandes lojas, empresas e até indústrias anunciam a abertura ou investimentos em suas lojas virtuais, registrando a crescente e importante participação do varejo eletrônico em suas atividades comerciais. No entanto, pode-se notar um segmento ainda excluído destes novos meios de vendas e mercado de varejo: são os pequenos e médios comerciantes que, com negócios menores, não têm ao seu alcance os aparatos e a capacidade de investimentos necessários para ter site próprio ou loja virtual.

Clique por uma busca de produtos em qualquer dos mecanismos de buscas da internet e você vai ser apontado para um emaranhado de nomes e telefones. Há algumas formas de cadastro de endereços físicos de estabelecimentos comerciais, mas em geral essas grandes listas figuram na internet sem manutenção de dados, sem a possibilidade de customização e exposição de produtos e muito menos com a devida atualização.

A rede mundial está cada dia mais acessível e disponível, mas o que dizer de seus recursos para o comércio? De acordo com a e-commerce.org, organização que estuda o comércio digital por aqui, o Brasil tem cerca de 30 milhões de consumidores de produtos vindos do meio digital ou de serviços digitais. Com previsão de faturamento de aproximadamente 20 bilhões de reais, o montante aproximado de compras em ambiente digital por usuário – de acordo com pesquisa realizada pela e-Bit  no período de natal de 2010 – chega a R$ 370,00, uma média alta se considerarmos o salário mínimo brasileiro e a quantia média de gastos com compras de presentes natalinos.

Neste cenário é bastante justo que haja ferramentas para aproximar lojistas de bairros com consumidores finais, ou seja, oferecer uma voz ativa aos pequenos e médios comerciantes através de sistemas de busca que façam com que consumidores possam encontrar essas lojas também no meio virtual. Tudo isso pode ser feito através da criação de serviços de plataformas de e-commerce, permitindo que lojistas e estabelecimentos cadastrem produtos, preços e até promoções e interagindo com o consumidor, tornando-se uma ferramenta valiosa para divulgar empresa e produto, democratizando o varejo virtual.

Com a provisão destes serviços, pequenos e grandes começam a caminhar para um grau maior de paridade. Abrindo um real canal de comunicação entre estabelecimentos e consumidores, a inserção destes primeiros no mercado virtual se dá de forma mais articulada e apropriada às possibilidades e recursos que cada comerciante tem. Aplica-se o conceito de praticidade em ambos os lados, tanto para o lojista que passará a ter um novo canal de vendas quanto para o consumidor, que passará a ter mais opções e facilidade nas compras. Uma possibilidade de incrementar economias locais, baseando-se na democratização do comércio de varejo online.

Johnny WangPublicitário, pós-graduado em Negócios Internacionaispela University of California, sócio proprietário da YaG Creative, revistavoltaaomundo.com e Diretor de Negócios da Beelive e Dgoods.com.br

[Outrolado]

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