Fordismo aplicado em agências digitais
A linha de produção em série também é um modelo aplicado hoje em agências digitais. Será ele ainda efetivo atualmente?
Recentemente participei de alguns processos seletivos em algumas agências digitais. Foram diversas entrevistas, provas, testes práticos e o que mais gosto: redações.
Em um desses processos, terminei ficando com o rascunho de um texto, que transcrevo abaixo.
Como disse Renato Russo: “Uma guerra sempre avança a tecnologia.”
A Internet surgiu num período de guerra, para que os militares pudessem trocar informações de maneira rápida e segura, até então era chamada de Arpanet. Pouco depois foi disseminada no meio acadêmico e rapidamente ganhou o mundo.
Dificilmente nos deparamos hoje com alguém que não esteja online na grande rede. Seja no bom e velho PC, em notebooks, smartfones ou nos recentes tablets. Até geladeiras acessam a internet nos dias de hoje.
Acredito que a internet esteja iniciando um modelo de produção pós-capitalista, onde um numero cada vez mais crescente de pessoas, em qualquer lugar do planeta, ou mesmo fora dele, pode contribuir com sua mão de obra em algum projeto.
Quando paro para filosofar a respeito da importância da web na vida das pessoas, algumas vezes me vem a mente o aquela cena do filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, cujo protagonista enlouquece na linha de produção fordista onde cada trabalhador é responsável somente por uma pequena parcela do produto final.
Quando faço uma analogia dessa cena com o modelo de trabalho de algumas agências fico preocupado, pois vejo muitas semelhanças. Apenas para dar um exemplo: antigamente um webdesigner era responsável por todo o fluxo que envolve um e-mail marketing. Hoje um profissional levanta o briefing, outro aloca um profissional, outro cria a arte, outro recorta e tagueia, outro monta a peça na ferramenta e dispara, outro analisa os resultados e monta o PPT e ainda tem um outro que apresenta ao cliente. Ora! Isso é fordismo aplicado em agências digitais.
Deixo para os senhores diretores, que estão no comando das agências, observarem a história e refletirem se esse é o modelo de produção que melhor atende o mercado no presente e no futuro próximo.



