Você já pensou que, às vezes, pode estar errado?
Aproveitando a experiência de outras pessoas e ouvindo suas sugestões, poderemos tomar decisões mais conscientes e eficazes. A decisão é nossa e é difícil. Aí é que está a graça.
Você conhece aquela estorinha da casca de banana: a pessoa está atravessando a rua, indo em direção a uma casca de banana (na outra calçada). Alertamos do perigo iminente, mas não adianta, ela segue em frente, pisa na casca de banana e leva um tombo!
Esse tipo de gente (que não ouve os outros e resiste a conselhos) age somente de acordo com sua “consciência” (ou “personalidade” ou “luz própria” - o termo depende de sua cultura).
Conheço pessoas que pensam que, se seguirem essas dicas externas, estarão sendo “comandadas” pelos outros – bom, aí já é um problema da Psicologia……
Tudo bem, cada um é cada um, mas não necessariamente a gente está certo 100% do tempo.
Seguindo esse raciocínio, Hitler também seguiu sua “consciência”, um serial killer também e assim por diante – e sabemos o fim dessas histórias.
E esse comportamento (refração a dicas de terceiros) pode ser muito prejudicial, particularmente em certas ocasiões, como na euforia: quando muito animados, a gente fica meio que “cego e surdo” em relação à realidade – não ouvimos opiniões alheias, muito menos “toques” sutis de pessoas à nossa volta.
No estado oposto, em momentos de tristeza/depressão, a mesma coisa.
Assim, especialmente nessas situações de conflito e instabilidade, é bom ter pessoas (que não tenham interesses em jogo) para nos dar suas opiniões, tal qual uma assessoria informal (e gratuita, risos).
Sabemos que o homem inteligente aprende com seus próprios sofrimentos, enquanto o sábio aprende com os sofrimentos e lágrimas alheios. Por isso, aproveitando a experiência de outras pessoas e ouvindo suas sugestões, poderemos tomar decisões mais conscientes e eficazes.
Claro que, no fundo e no final, a decisão é só sua, você é que irá sentir as consequências (boas ou más) de sua decisão – por isso, no momento da decisão, você está sozinho, cheio de dúvidas e inseguranças – mas aí é que está a graça da vida!
Uma complexidade a mais: o tempo não para, não dá “pause”, é sempre pra frente e não volta atrás!
Algumas decisões até podem ser revertidas, outras não. E a vida é uma só! E é curta!
Isso tudo vale tanto para pequenas como para grandes decisões. É claro que as conseqüências de grandes decisões (geralmente irreversíveis) são maiores e duradouras. Assim, grandes decisões requerem um maior grau de esforço e tempo para maturar as idéias. Assim, a idéia principal mostrada neste texto é válida principalmente para tais decisões.
Uma observação adicional: aprendi, confesso que tardiamente, que a maioria das decisões não precisa ser na base do sim/não – podemos ter opções intermediárias.
Esperando que este texto lhe ajude, desejo boa sorte para você em suas decisões!
O grande trunfo para tomar decisões corretas é ter a humildade e a ciência de que, entre as opções envolvidas, há a possibilidade de você estar errado.
Até mais!




Gostei de ler o texto Pedro. Trata o assunto com a lucidez e a simplicidade que a vida exige.
Estou em um momento de grandes decisões, espero saber ouvir as vozes internas e externas. Por mais sutis, são sempre audíveis quando estamos despertos e sensíveis para elas.
Um abraço
Aliciana