Cinemas de rua: não há nada que se compare a eles!

As pessoas da minha geração foram vítimas de enormes traumas ao verem desaparecer aquilo que hoje as pessoas classificam de “cinemas de rua”, como foi o Cinema Olinda, na foto acima.

 

No filme “Dark City” (“Cidade das Sombras”), o diretor greco-egípcio-australiano Alex Proyas comenta e traça um paralelo entre a mudança da paisagem e do ambiente e a perda da memória. “Um homem sem passado e uma humanidade sem futuro” é o prognóstico dito pelo cineasta, para evidenciar a influência de uma coisa sobre a outra.

E nada mais revelador do que a visão do diretor, para explicar porque pessoas da minha geração foram vítimas de enormes traumas ao ver desaparecerem aquilo que hoje as pessoas classificam de “cinemas de rua”.

E nada melhor do que a atmosfera “noir” e gótica deste filme, num clima de pessimismo e pesadelo, para ilustrar o porquê da existência deste tipo de trauma, para inúmeros cinéfilos.

Os cinemas de rua sofreram golpes devastadores no mundo todo. O desaparecimento desses cinemas não é simplesmente um desastre cultural, ele é também a alteração paisagística que as pessoas identificam como o seu bairro ou cidade. A destruição arquitetônica é avassaladora, e poucos são os meios de que se dispõe para evitar isso. A obscuridade mental resultante é bem próxima daquela do filme de Proyas, onde o personagem principal tem dificuldades em se entender como pessoa e ser humano, ou lembrar as suas origens.

E no caso da minha própria vivência, foi no bairro da Tijuca, onde passei toda a minha meninice e adolescência, que as alterações estruturais foram mais sentidas. Para quem não conhece bem o Rio de Janeiro, é preciso esclarecer que a Tijuca foi talvez um dos mais importantes bairros da zona norte, local onde inclusive alguns historiadores acreditam ter nascido a bossa nova.

A Tijuca foi também um dos bairros com o maior número de salas de cinema: 34 ao longo de toda a sua história. Por aqui pontuaram todas as mudanças relativas ao processo de exibição, desde os chamados “cinematógrafos” até os modernos palácios, dotadas de projeção em 70 mm e som estereofônico. Só não se teve aqui o Cinerama de três películas, que ficou restrito ao também extinto Cine Comodoro, de São Paulo.

Evolução histórica dos cinemas da Tijuca

O antigo Cinema Olinda, hoje demolidoA Tijuca é um bairro entrecortado por duas vias, em um único segmento, que são as Ruas Haddock Lobo e Conde de Bonfim, unidas pelo Largo da Segunda-Feira, para onde conflui também a Rua São Francisco Xavier.

A Rua Haddock Lobo começa próxima do bairro do Estácio e vai terminar no Largo. Daí para frente, a Rua Conde de Bonfim toma conta, passando pela Praça Saens Peña, indo terminar na região da Muda. Em torno da “Praça” (como era conhecido aquele local) concentravam-se o maior número de salas, até os seus iminentes desaparecimentos.

Fazendo uma pesquisa no interessante livro “Palácios e Poeiras: Cem Anos de Cinema”, escrito por Alice Gonzaga (filha do cineasta Ademar Gonzaga), e editado pela Funarte, foi possível descobrir que os primeiros cinemas do bairro começaram na região do Estácio, mais precisamente na Rua Haddock Lobo 102: o “Cinematógrafo Velo”, aberto em 1907.

Em 1909, uma série de salas povoou as duas ruas centrais da Tijuca e as suas adjacências: Cinema Uruguai (Rua Uruguai 218), o Royal Cinema (Rua Haddock Lobo 20), o Tijuca (conhecido mais tarde como “Tijuquinha”), localizado na Rua Conde de Bonfim 344 (em plena Praça Saens Peña), o Cinema Matoso (Rua Mariz e Barros 107) o Cinema Íris (Rua Haddock Lobo 55), o Éden Cinema (Rua Conde de Bonfim 338) e o Cinema Central, na Rua Haddock Lobo 463.

A maioria dessas salas fechou alguns anos depois, mas logo a seguir, em 1910, abriram o Cinema Velo, na Rua Haddock Lobo 192, que viria a se transformar no Estúdio da Atlântida Cinematográfica, braço de produção de Luis Severiano Ribeiro, fechado em 1954. Também nesta época, abriram o Cinema Haddock Lobo, na esquina desta rua com a Rua Paulo de Frontin, que foi fechado em 1965.

Dessa época mais antiga, ainda merece destaque pessoal o Cine-Teatro Brasil, localizado na Rua Haddock Lobo 437, próximo ao Largo da Segunda-Feira. O cinema fechou em 1940, aparentemente vítima de um incêndio, mas o prédio ficou por lá por mais de uma década. E eu passava perto, mais de uma década depois, a caminho do colégio, vendo apenas as portas laterais e a sala de exibição em escombros. Um belo dia foi tudo derrubado, para a construção de um prédio com lojas, que está lá até hoje.

Foi também no Largo da Segunda-Feira (na realidade Rua São Francisco Xavier 3, que desemboca no Largo) onde funcionava um cinema pequeno, tipo “poeira”, com projeção em 16 mm, chamado de Santa Rita. Ele foi aberto em 1953 e era propriedade de um casal de certa idade, que também tinham uma papelaria ao lado, onde eu e a garotada da rua comprávamos bolas de gude. A sala era pequena, segundo o meu irmão que foi lá algumas vezes, mas acabou fechando, parece que por falta de interesse do público local, em 1954.

A Cinelândia Tijucana

O momento cinematográfico do bairro da Tijuca começou a tomar um significativo impulso a partir de 1940: a maioria das salas foi construída em torno da Praça Saens Peña, onde os principais exibidores da cidade localizaram os seus cinemas. Em 1940 mesmo, foi construído o Cinema Olinda, que com cerca de 3500 lugares, era uma das maiores salas do Rio:

 

Mas, o Olinda era desprovido do conforto que fizeram de outras salas próximas o seu valor nos anos seguintes. Entre elas, destacam-se principalmente o Metro-Tijuca e o Carioca, que abriram em 1941:

 

Metro-Tijuca

 

Antes e depois do Carioca: único tombado na região.

 

Quando vivo, o Carioca era uma obra com acabamento em mármore de carrara e design arquitetônico em art-déco, típico da época carioca:

 

Antes e depois do cinema América: só sobrou a frente.

 

Digno de nota, o cinema Metro foi construído a partir de design arquitetônico de Robert R. Prentice, assessorado pelo arquiteto húngaro Adalberto Szilard e por técnicos americanos da Loew’s Inc., acionária majoritária da M-G-M. O Metro-Tijuca, junto com seus congêneres Metro-Passeio e Metro-Copacabana, era originalmente dotado de equipamento Super Simplex, depois Simplex E-7 e finalmente Simplex X-L. A aparelhagem usou o sistema Perspecta, posteriormente adaptada ao som estereofônico do CinemaScope com cabeças Westrex. Seu conforto, decoração luxuosa, e qualidade de projeção, foram os parâmetros que nortearam a excelência dos melhores cinemas da região e do Rio de Janeiro.

Derrocada e golpe mortal nos cinemas da Tijuca

Hoje em dia, quase nada sobrou dos cinemas da Tijuca. Depois de muita luta, o Carioca foi tombado, mas foi só. Outros tiveram o auditório preservado, por terem se transformados em igrejas evangélicas. Só da Praça, foram 12 que fecharam. Da lista principal de cinemas que desapareceram na Tijuca, gostaria de comentar sobre os seguintes:

Cinema Madrid: aberto em 1954, o Madrid era um dos maiores e luxuosos cinemas do bairro. Situado na Rua Haddock Lobo 170, apenas a entrada do cinema (que ainda está lá) ficava neste endereço. O cinema propriamente dito ficava num terreno enorme na Rua do Matoso, ao lado deste prédio. Era dotado de CinemaScope e excelente ar condicionado. Ao lado do cinema ficava o Bar Divino, famoso depois por ser o ponto de reunião do pessoal da chamada “jovem guarda”. O cinema pegou fogo no início da década de 1970, pouco após ter instalados projetores de 70 mm Incol 70/35, para Cinerama 70. Depois do incêndio, o cinema foi colocado “em obras”, para nunca mais abrir. Ninguém entendeu nada! Para mim, foi um trauma apenas superado pelo fechamento do Metro.

Cine Metro-Tijuca: palco de todas as produções M-G-M e dos lendários Festivais Tom & Jerry, mesmo depois do declínio do estúdio. Resistiu como tal, até próximo da década de 1970, passando às mãos da CIC (Cinema International Corporation). Fechou e foi impiedosamente demolido em 1977, dando lugar a uma loja de roupas.

Cinema Carioca: depois de tombado, virou igreja evangélica. Da mesma forma como os outros cinemas transformados em igreja, a parte da platéia foi mantida, mas a cabine de projeção e a tela foram permanentemente removidas.

Cinema América: cinema que sofreu duas reformas, mas não resistiu ao fechamento, tendo virado loja de tecidos e depois drogaria. A parte interna foi totalmente destruída, sobrando apenas a fachada da segunda reforma.

Cinema Rio: aberto em 1965, o cinema foi depois adaptado para 70 mm – ToddAO. Fechado em 1978, teve o seu interior desfigurado para a atividade bancária.

Cine Art-Palácio Tijuca: construído pela Art-Filmes, foi aberto em 1960, e a sua data de fechamento é incerta. Sua enorme área interna foi destruída, para a instalação de um magazine de roupas.

Cinema Tijuca: construído com o nome de Eskye-Tijuca, em 1956, foi reformado anos depois, com instalações para 70 mm, herdando o nome do antigo cinema Tijuca, o “Tijuquinha”, fechado em 1966. Chegou a ser dividido em Tijuca 1 e 2, mas acabando fechando em 1988. O seu interior foi totalmente destruído, para montagem de lojas de produtos de casa.

Cine Tijuca-Palace: aberto em 1967, pela Cinematográfica Franco-Brasileira, para filmes de arte exclusivamente. O cinema foi a contrapartida do Paissandu, templo da nouvelle vague e do cinema europeu de vanguarda. Às quintas-feiras exibia o dia todo um filme escolhido pela cinemateca do Museu de Arte Moderna e ficava lotado, principalmente à noite. Depois do declínio, virou cinema comercial, dividido em 1 e 2, fechando as portas em 1982. Por incrível que pareça, as duas salas estão ainda intactas, mas apodrecendo. Alguns grupos tentaram ressuscitá-las, mas até agora nada de mais nesta direção aconteceu de verdade! Assim como o Paissandu, os proprietários se recusam a entregá-los para igrejas, e a gente agradece.

Cinema III: aberto em 1970, era para ser a contrapartida do Cinema I e do Cinema II. Fechou em 1988, sendo depois transformado em discoteca, depois em cursinho, e finalmente em igreja. Nada do seu interior ficou para contar a história.

Cine Comodoro: aberto em 1967, fechou em 1988, para se tornar igreja evangélica.

Cine Britânia: aberto em 1962, com uma sala minúscula, depois de fechado (1973) ainda se tornou Studio-Tijuca, depois Teatro Cawell e depois virou igreja evangélica.

Cinema Olinda: de proporções gigantescas, a sua demolição deu lugar a um shopping. Quando um dia eu contei aos meus filhos que naquele lugar existia um cinema, eles não acreditaram.

Projetores:

O grupo exibidor Severiano Ribeiro dominava boa parte da Tijuca, dando preferência aos projetores Simplex X-L (35 mm), devido à sua robustez e confiabilidade.

Os do exibidor Lívio Bruni variavam muito, mas a empresa instalou vários desses cinemas com modelos Westrex (35 mm). Nas salas do grupo com 70 mm, a aparelhagem instalada era de projetores Incol 70/35.

Os outros exibidores instalaram projetores Philips FP5 e Century. Um banco de dados não existe ainda sobre este inventário, mas espero que ele se realize algum dia. No momento, para se conseguir maiores informações, só mesmo recorrendo àqueles que trabalharam por lá.

Rescaldos do incêndio

Trinta e quatro salas de exibição, algumas do tipo “poeira”, com assentos de madeira, outras luxuosas, com modernos sistemas de projeção, construídas a partir de 1910 até 1988, aproximadamente, viram passar dezenas de gerações de habitantes do bairro nos seus interiores.

Em torno da Praça Saens Peña, as pessoas não só iam ao cinema, mas se serviam das facilidades gastronômicas locais e de lojas de diversos tipos, em uma época em que nem se sabia o que era “shopping center”. O Café Palheta (cuja réplica foi construída ao lado da réplica do Metro-Tijuca, em Conservatória), era uma espécie de bar americano, de propriedade da indústria de café do mesmo nome. Na parte dos fundos, o Palheta servia os melhores sundaes feitos no bairro, ao alcance financeiro de qualquer estudante da época, portanto vivia cheio.

A derrubada dos cinemas não representou somente uma destruição arquitetônica no bairro, mas principalmente a mudança de hábitos de freqüência e diversão da própria Praça Saens Peña. Ela viria, a meu ver, mais cedo ou mais tarde, por culpa do aumento da violência urbana local. Não ter atentado para a descaracterização do bairro é que foi, no final, o nosso maior problema. Um único tombamento é muito pouco para reverter a adulteração ambiental resultante.

Ai de nós se não fosse a mídia doméstica

A crise de produção de filmes teria sido incomensuravelmente maior, não fosse a comercialização e distribuição de filmes, na forma de uma mídia doméstica. Na própria, super poderosa, indústria de cinema norte-americana, só se experimentou poder e riqueza sem limites até próximo da década de 1950. Daí para frente foram anos seguidos de incerteza quanto à chance de sobrevivência de muitos estúdios. De certo ponto para frente desta história, uma lei americana proibiu que os estúdios tivessem a sua própria cadeia exibidora, e isso quebrou o elo entre produção, distribuição e exibição, que dava força e certeza de retorno de bilheteria aos filmes produzidos.

De algumas décadas para cá, o retorno de capital vem diminuindo muitíssimo na bilheteria dos cinemas. Estima-se algo em torno de pouco mais de 20% o retorno pela exibição nas salas. O resto é captado pela venda de mídia doméstica.

Como em tudo negativo há sempre um lado positivo, todas essas mudanças fizeram estúdios e cineastas pensarem num assunto até então sem maior importância: a preservação dos filmes e da memória do cinema!

Com o advento da mídia em Laserdisc, verificou-se que era possível inserir trilhas de comentários dos cineastas e críticos, junto com a exibição da película. Isso depois se desdobrou em documentários e entrevistas, na forma dos extras que todos nós conhecemos. Em edições bem feitas, alguns desses depoimentos e análises simplesmente não têm preço, para cinéfilos, entusiastas e estudantes.

No meio da década de 1990, quando eu ainda era membro do depois mega site do “Home Theater Forum”, eu me lembro de ter comentado de que, ao gastar dinheiro para comprar uma mídia com filme, eu preferia ver isso como investimento na minha cultura. Esse meu comentário suscitou a publicação de um ensaio longo, de outro usuário, sobre a importância de colecionar filmes.

É que, antigamente, somente os mais abastados podiam se dar ao luxo de ter um projetor e principalmente de ter uma cópia de um filme em casa, até mesmo em 16 mm. E hoje, todos nós nos sentimos bem ao saber que os filmes que nós gostamos estão ao alcance de qualquer um. A revisita aos filmes se mostrou profícua, porque é possível assistir, fazer pausa, voltar e analisar cenas ou sequências inteiras, com um toque nos controles remotos, coisa que seria inimaginável numa sala convencional ou mesmo nos cineclubes da época!

No passado recente, houve tempo em que se via a inclusão dos “extras” como “propaganda”, “autopromoção”, e coisas deste gênero, mas esta visão é muito curta. Qualquer cinéfilo gostaria de ter visto trailers e suplementos serem resgatados dos arquivos e salvaguardados digitalmente.

A mídia doméstica impulsionou a restauração digital e a telecinagem em alta definição, como formas de preservação de películas. Do início deste movimento, a partir de 1990, aos dias de hoje, muito se tem avançado e muito ainda vem por aí!

A destruição de salas de cinema é um fenômeno mundial e atingiu as principais capitais brasileiras. Destruiu memórias, a memória arquitetônica e a das pessoas. Descaracterizou bairros e regiões, como a Cinelândia, no centro do Rio. Não há cidade ou país que resista a uma violência dessas.

Nós nos distraímos e assistimos tudo passivamente, quando as salas de cinema foram destruídas. Espero que esta distração não ocorra nunca mais!

Agradecimentos

A pesquisa que eu fiz sobre as salas fechadas no bairro foi cercada de todo o tipo de dificuldade. Eu nem tenho palavras para agradecer ao Sr. Joelson Estevão, ex-presidente do Sindicato de Operadores Cinematográficos do Rio de Janeiro, que me deu a chance de conhecer um pouco mais sobre a sua presença nesta área, e a maneira como esses cinemas eram administrados tecnicamente.

Também preciso agradecer ao pessoal da Biblioteca da Funarte, pela ajuda na leitura de livros e de revistas, contendo um inestimável material sobre as salas fechadas.

A todos que me ajudaram a levar a termo este pequeno trabalho, o meu mais sincero Muito Obrigado! Outrolado_

. . .

 

Tom & Jerry e os heróis das matinês

 

A glória dos cinemas Metro no passado do Rio e São Paulo

 

Homenagem a Orion Jardim de Faria, pioneiro de cinema

 

Cinema Ultra Panavision: o espectador dentro do filme

 

A memória do cinema nos periódicos antigos

 

A minha primeira experiência em uma sala de cinema com Dolby Atmos

Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

2 comentários sobre “Cinemas de rua: não há nada que se compare a eles!

  1. Nobre colunista Paulo… Você com toda sua vivência e experiência é um arquivo vivo, de todo complexo sistema que envolvem a 7ª arte. O tema desta detalhada reportagem nos remete a vários eventos, bem como aqueles agentes que contribuíram para a morte desta importante fonte de entretenimento, que o Cinema de rua nos provia. Uma verdadeira casa de espetáculos, com suas obras que a muitos se deleitavam em seus suspenses, dramas e fantasias. Quantos de nós que frequentávamos estes enormes edifícios, que eram verdadeiros pontos de encontro, regados a sofisticação e cuidados na sua decoração, com suas bombonieres repletas de guloseimas. Alguém de vulto, algum dia, vai repensar sobre o quão foi danoso para a sociedade, o fechamento dessas salas de rua, pois elas complementavam os teatros como forma de atrativo cultural. Mas a sociedade (e principalmente o jovem), preferiu a internet e o isolamento, ao reunir uma turma e curtirem uma grande estória, na mesma linha dos grandes Blackbusters de décadas atrás. Mas como dizem, foram escolhas que a sociedade preferiu adotar, e abandonar o cinema de rua pois acham mais confortável (ou seguro) ficar em suas casa, ao invés de optarem por um programa cultural fora de casa, um pretexto que sempre vinha acompanhado de uma passada em uma lanchonete ou barzinho, ou um passeio de carro pela cidade. Acho que estamos ficando velhos Paulo, mas pelo menos temos muitas recordações para repassar a quem queira saber, ou demonstrar interesse em ouvir ou ler. Um abraço

    • Olá, Rogério,

      Obrigado mais uma vez pela leitura. comentário e elogios.

      Eu tenho consciência de que estou com uma idade avançada, mas eu tenho certeza de que alguém vai ter que fazer este papel de ressuscitar a memória dos antigos cinemas. Se estes não tivessem tido valor, inclusive de arquitetura, eu não estaria me dando ao trabalho de fazê-lo, concorda?

      Abraço

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *