Mudança de ares com o Wi-Fi 6

Mudança de ares com o Wi-Fi 6

A mudança de um roteador Wi-Fi 5 ou abaixo encontra justificativa no futuro próximo quando mais clientes Wi-Fi 6 (ax) estiverem disponíveis e na distribuição de sinal sem fio na rede local.

 

Eu estava com um roteador TP-Link Archer C5400, 8 antenas, Wi-Fi 5, de alta capacidade de distribuição de sinal pela casa, com tripla banda de transmissão (2.4 GHz e 2 x 5 GHz). Com o advento do Wi-Fi 6, eu pensei em troca-lo pelo modelo TP-Link Archer AX6000, mas após consulta com o fabricante, eles mesmos me desestimularam a fazer isso, porque o aparelho sequer havia sido homologado para uso no Brasil.

Curiosamente, nem o C5400 havia sido homologado, mas há cerca de 2 anos eu não sabia. Aconteceu de o C5400 começar a dar problemas. O aparelho fez a rede local trabalhar na metade do sincronismo de sinal da operadora, obrigando um reset a todo momento. Este problema continuou mesmo depois de trocar o sinal por cabo para fibra ótica. Depois, o sinal de 2.4 GHz ficou inoperante e eu só fui descobrir isso depois de um monte de testes.

Não obstante, a TP-Link foi extremamente ética comigo, analisou a nota fiscal original da compra e ofereceu a RMA. Posteriormente, os testes dos laboratórios constataram os problemas e me propuseram a troca por aparelho equivalente. Eu aceitei o modelo AX50, descrito como roteador Wi-Fi 6 de dupla banda AX3000. Algo similar já existia, mas em sem as características do novo modelo.

Na ocasião da troca, o AX50 ainda não existia no site, então o pessoal da RMA me mandou a página do produto americano. Mas, dias depois, o aparelho foi oficialmente lançado no Brasil, com a sua própria página.

O vídeo promocional do AX50 mostra as suas principais características:

 

 

Uma explicação sobre as principais vantagens do Wi-Fi 6 pode ser vista no vídeo a seguir:

 

 

Para mim especificamente, o principal atrativo do AX50, e que me motivou a aceitar a troca foi a implementação do novo chipset Intel Gig+, lançado para o Wi-Fi 6:

A ideia por trás do Gig+ é aproveitar as conexões Gigabit existentes e aperfeiçoar a passagem de sinal, aumentando o “throughput” (velocidade de transmissão de dados), e diminuindo a latência nas transmissões sem fio.

O Gig+ pode ser instalado através de kit de recepção sem fio, em um computador desktop.

O AX50 na prática

Assim que o AX50 chegou às minhas mãos eu alterei toda a minha rede local sem fio. Como a rotina de instalação é semelhante ao antigo C5400 eu só precisei de alguns minutos para colocar o AX50 no ar. O mapa a seguir mostra um resumo da primeira conexão:

Com o roteador conectado diretamente ao modem não há muito o que fazer. A configuração default (IP Dinâmico) pode, e a meu ver deve, ser aceita. Através dela, o roteador passa ser um servidor IP em modo DHCP para todos os clientes adaptadores sem fio.

Se ficasse assim, já estaria tudo resolvido, porém é fundamental aperfeiçoar todas as configurações através do modo Avançado (Advanced), indo ponto a ponto em parâmetros que influenciam na montagem da rede sem fio. Algumas dessas configurações já vem de fábrica pré-ajustadas, mas outras devem ser otimizadas. Infelizmente, nem todo usuário é capaz de fazer isso, motivo pelo qual o suporte do fabricante passa a ser de suma importância!

Durante o processo de troca, eu saltei de um D-Link DIR-868L Wi-Fi 4, citado em texto anterior sobre a IoT, para o AX50 com Wi-Fi 6. Na prática, porém, não se nota muita diferença em tão curto espaço de tempo. Por exemplo, a velocidade do roteador medida pela conexão Ethernet estava em 438,78 de download e 217,39 de upload (DIR-868L) e mudou para 433,92 e 217,45, respectivamente, no AX50.

Empiricamente, medindo-se em cômodos diferentes pelo telefone celular, os resultados estão dentre aqueles já esperados:

 

Nenhum desses resultados tem significado algum, porque eles se referem a um dado momento quando da coleta das medições. O que eles dão é uma ordem de grandeza na medida do tráfego na hora da coleta de valores. Se estes valores se apresentarem muito discrepantes, é preciso analisar o motivo.

Eu vejo pela Internet analistas caírem neste tipo de erro, ignorando a diferença entre medições relativas e as variáveis com o tempo de coleta de dados. No caso aqui, eu só pretendo demonstrar que locais mais distantes costumam ter velocidades abaixo da nominal, mas se a velocidade de sincronismo com o provedor for elevada, qualquer potencial queda não deverá acarretar impacto negativo no uso desejado.

Eu noto isso no povo aqui de casa. A rede pode ser trocada várias vezes e ninguém nota nada, cada um grudado nos seus celulares.

A pergunta que eu me fiz meses atrás, se valia a pena trocar a rede Wi-Fi 5 ou abaixo por Wi-Fi 6, em uma rede local sem clientes Wi-Fi 6, encontra resposta nas características de espalhamento de sinal dos novos aparelhos, itens como OFDMA e QAM, já explicados no texto anterior. Esses aperfeiçoamentos são os que distinguem os novos roteadores Wi-Fi 6, e por causa deles eu tive certeza de que valeu o esforço da troca!  Outrolado_

 

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Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

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