A partir do Windows 10 a política não compulsória de atualização do Windows mudou de estratégia no ano passado, e continua em vigor até segunda ordem

As mudanças na atualização do Windows 10

A partir do Windows 10 a política não compulsória de atualização do Windows mudou de estratégia no ano passado, e continua em vigor até segunda ordem. Assim, é possível o sistema continuar a ser “Windows 10”, sem, no seu interior, ser exatamente o mesmo.

 

Nos sistemas operacionais antigos do Windows as grandes atualizações eram fornecidas na forma de pacotes, chamados genericamente de “service packs”, numerados como SP1, SP2, etc., de acordo com a ordem de lançamento. Estes pacotes a gente tinha que baixar e instalar manualmente. Via-de-regra, todos aqueles service packs foram por mim salvos em CD-ROM, para uso em mais de um computador, ou se precisasse reinstalar o sistema.

As atualizações passaram a ser on-line, já que a presença da Internet é constante no dia-a-dia de todo mundo. A Microsoft tomou uma decisão no ano passado de implementar os seus habituais pacotes de atualização do Windows 10 de uma maneira um pouco diferente e com diferentes objetivos. Ao invés de chamar o sistema de Windows 11, 12, etc., ela optou por classificar os pacotes segundo o calendário de lançamento.

A notação dos pacotes mudou da terminologia YYHMM para YYHN, onde YY é o ano, MM é o mês, H se refere à metade do ano (H vem do inglês “Half”), e N se refere ao primeiro ou segundo semestre, ficando assim: 19H1, 20H1, 20H2, etc. A próxima atualização prevista será 21H1, ou seja, a ser liberada no primeiro semestre de 2021. Eventuais atrasos regionais não acarretam prejuízo ao usuário.

Neste momento, a versão atual é a 20H2, disponível para download e instalação dentro das Configurações do sistema (“Settings”) desde outubro de 2020. Esta atualização é facultativa e está disponível separadamente das demais atualizações.

Quem já vinha atualizando regularmente o sistema, vai perceber que a versão 20H2 se instala rapidamente, cerca de uns 10 minutos aproximadamente, apenas acrescentando alguns detalhes aos já existentes. Algumas diferenças são cosméticas, como no menu Iniciar, que ganhou um fundo transparente, que simplifica, de certa maneira, o funcionamento gráfico de tela do Windows. A maioria dos ícones ali presentes tem este fundo transparente, enquanto outros podem ter um fundo dinâmico, com troca de informações.

 

Um outro detalhe que chamou a atenção na versão 20H2 é o redirecionamento dos applets do antigo Painel de Controle para dentro dos recursos de Configuração do sistema, com algumas modificações. Existe uma possibilidade de que em futuras versões o Painel seja completamente extinto e todos os seus recursos disponíveis inseridos nas Configurações do sistema.

Se, por exemplo, o usuário abrir o Painel de Controle e tentar acessar as informações do sistema (Sistema ou “System”) ele irá agora abrir esta página dentro das Configurações:

 

Importante:

É sempre bom lembrar a quem lê esta coluna que embora aperfeiçoamentos de aceleração do sistema sejam bem-vindos, eu venho insistindo com o leitor que se é velocidade que o usuário deseja o que ele ou ela devem fazer é modernizar o hardware, usando componentes de boa qualidade e desempenho. Estes superam e muito qualquer alteração do sistema, e na realidade colaboram positivamente com qualquer modificação que a Microsoft venha a fazer neste sentido.

Atualização sem trauma

Desde tempos imemoriais qualquer instalação de uma versão nova Windows via algum tipo de mídia, um programa por fora era oferecido para que o usuário pudesse saber a priori se o computador a ser usado é compatível, e/ou sugerir mudanças pertinentes a este respeito.

Esta inspeção, que perdura até hoje, não se dirige somente ao hardware, mas a todos os drivers que a ele pertencem. Se estiverem defasados a Microsoft recomenda que sejam atualizados primeiro. Este é, aliás, um dos fortes motivos pelos quais eu sempre recomendei a parentes e amigos em sempre manterem o sistema operacional em dia.

Na atualização para o 20H2, o computador do usuário também é previamente inspecionado, com a mesma finalidade, e se for detectada algum tipo de incompatibilidade a atualização não será efetuada, até que os problemas sejam sanados. Este exame pode ser feito no background ou no momento da atualização.

Depois de atualizado, é obrigatório reinicializar a máquina. Se o usuário estiver com um trabalho pendente e não quiser interrompê-lo, ele pode programar o dia e horário quando a instalação será completada.

Uma vez terminado tudo, o usuário pode verificar se a atualização está ativa. Para tal, bastar digitar no prompt do Menu Iniciar o comando do applet winver, cuja tela dá a informação desejada:

 

As mudanças no Edge

Desde janeiro do ano passado o navegador Edge havia mudado para o ambiente Chromium, mas se, por acaso, esta troca não foi feita até agora, com a atualização 20H2 o novo Edge será instalado.

Quem não quiser esperar pela versão 20H2 pode baixar e instalar o novo Edge direto do site da Microsoft.

Ao aderir ao ambiente Chromium, o Edge, que já era muito veloz, ganhou mais flexibilidade na instalação de extensões e a meu ver dispensa de forma contundente o uso do Google Chrome, mas isso depende, é claro, de quem usa.

Recentemente, eu fiz um teste no Edge instalando uma extensão Chromium do meu interesse. A instalação ocorreu sem transtorno e a extensão está funcionando corretamente.

Outra mudança está nas abas do Edge: teclando Alt + Tab pode-se alternar entre as abas rodando dentro do Edge, além de poder trocar entre janelas dos aplicativos abertos.

Certas extensões são uma verdadeira mão na roda, outras necessárias a ponto de a gente não conseguir mais navegar sem elas. Várias extensões ajudam a navegação impedindo que anúncios indesejados sejam carregados junto com a página que está baixando. No Firefox, por exemplo, eu uso uma extensão com o nome de “Disconnect”, recomendada pela Mozilla, que torna o download de páginas sensivelmente mais rápido, além de preservar a privacidade do usuário.

Se tais extensões não existissem a navegação teria se tornado muito mais suscetível a invasões e roubo de dados.

Diga-se de passagem, eu fico sempre admirado ao ver que existem por aí muitos programadores que facilitam a nossa vida on-line, no máximo pedindo uma colaboração voluntária de quem usa, o que eu acho justo.

Trata-se de uma comunidade que se agrega aos Firefox da vida, em um esforço coletivo que leva esses navegadores a estarem sempre aperfeiçoados, mais rápidos e mais seguros!  Outrolado_

 

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Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

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