Ouvindo música no carro, uma história

Ouvindo música no carro

Ouvir música no carro não é a mesma coisa que ouvir em casa, mas pode se tornar um hábito difícil de ser batido. O tempo nos mostra as diferenças nos sistemas usados até hoje.

 

Um amigo meu me contou uma vez que, na década de 1970, ele tinha ido à Mesbla, aquela enorme da Rua do Passeio, centro do Rio de Janeiro, comprar um carro. No ato da compra ele mandou instalar um deck cassete, e com este veio uma fita de demonstração do exótico T. (Tadaaki) Misago e seus Tokyo Cuban Boys.

 

Esse meu amigo, audiófilo de primeira e construtor nas horas vagas de equipamentos de áudio de alta qualidade, ficou impressionado com o som. Tempos depois, em plena era de glória dos elepês de corte direto, ele achou o disco Excitin’ Latin, com o mesmo T. Misago and his Tokyo Cuban Boys. O disco soa ótimo em um equipamento do nível que ele costumava ter em casa. Décadas mais tarde, e sem nem sombra de conseguir a gravação digitalmente, ele remasterizou o disco e me deu uma cópia.

Eu estava prestes a perder esta cópia, por culpa da mídia, cuja leitura começou a falhar. Mas, “dumpeei” o conteúdo rapidamente para o meu computador, onde tinha as ferramentas para recuperar tudo.

Aproveitei e tirei também alguns ruídos de impulso, aquilo que as pessoas chamavam de “estalidos” do vinil. Mostro a seguir a introdução do disco, com a música Without You, e logo a seguir o hoje clássico Mambo Número 5. Notem que o intervalo entre uma música e a outra é longo, por se tratar de um disco de corte direto, e tanto ele quanto eu decidimos manter os intervalos entre as faixas:

 

 

Quem tinha carro na década de 1970 mandava a concessionária instalar um rádio ou toca-fitas, geralmente para impressionar a namorada. O meu primeiro rádio, para o meu possante Volkswagen 1500, foi um Philips Turnolock AM/FM. Eu achei uma foto dele em um site de vendas:

 

A gente sintonizava uma emissora favorita, puxava a tecla “Turnolock”, depois empurrava a tecla de volta, para que aquela posição do ponteiro fosse memorizada. O meu rádio foi instalado em uma boutique de Ipanema, que vendia um kit com antena e alto-falante Pioneer importado, um dos melhores que eu ouvi até hoje. O som era mono, mas ninguém se importava com isso.

Naquela época, início do FM estéreo no Brasil, as emissoras transmitiam com folga na largura de banda, e com isso o som era de muito boa qualidade. No Rio de Janeiro, emissoras como Tupi e JB primavam pela seleção de músicas e qualidade do som. Foi com a ajuda delas que eu impressionei a mulher com quem eu iria me casar!

Alternativas históricas de fontes de áudio para o carro

Na década de 1960, o meu irmão mais velho foi à América a trabalho e voltou de lá com um toca-fitas Learjet, que usava cartuchos de 8 pistas, 4 programas com som estereofônico (4 x 2 = 8 pistas), oriundo de fita magnética em closed loop, com possibilidade de seleção dos programas.

 

Foi por causa deste tipo de cartucho (e depois das fitas cassetes pré-gravadas) que surgiu a fábrica da Tapecar, que visitei ainda adolescente, cortesia do pai de um amigo de infância, que trabalhava lá e sabia que eu gostava de áudio.

É uma pena, mas o formato não durou muito e acabou sendo substituído pela fita cassete estéreo, formato lançado pela Philips. Inicialmente, a reprodução dos cassetes de áudio trepidava muito, toda vez que o carro passava por algum buraco (se fosse hoje, imaginem o resultado), mas com o tempo a trepidação acabou porque os players evoluíram muito. Eu tive um desses últimos no carro, e o som era de boa qualidade.

Posteriormente, apareceram os aparelhos para tocar CD, inicialmente com o mesmo problema das fitas, saltando, neste caso, de um trecho para outro do disco. E eu, novamente, cheguei a instalar um player desses quando os mesmos não saltavam mais de um ponto da música para outro. Cheguei a duplicar cerca de 80 CDs da minha coleção, armazenadas em estojos de plástico com 10 CDs cada um.

Esses formatos todos caíram em desuso, pela falta de praticidade. Eu já nem me lembro mais do carro onde eu tinha um toca-CDs. Estes foram substituídos, e o são até hoje, pelos drives USB, com amplas vantagens. O usuário pode armazenar áudio comprimido, porque no carro pouco se percebe a diferença de qualidade. No meu drive, eu comprimi os CDs de interesse em MP3, a 192 kbps de compressão, satisfatórios para este tipo de aplicação. Poderia, se quisesse, usar arquivos sem compressão, como, por exemplo, no formato FLAC. Mas, o MP3 neste caso, dá e sobra, além de economizar espaço no drive!

O som do carro nos dias de hoje

Se alguém quiser comprar um carro com som dedicado terá que recorrer aos fabricantes que fazem parceria com as fábricas de alto-falantes e que lançam modelos específicos, alguns de série limitada. Aquele mesmo meu amigo anos atrás foi chamado na concessionária e comprou um Citroën importado, com som dedicado. Ele me chamou para dar uma volta e me mostrou o carro, que tinha requintes diversos, coisas que eu nunca tinha ouvido falar até então, como, por exemplo, uma chave presencial sem partida mecânica.

O som era algo de cair o queixo, eu nem acreditei que fosse possível! E eu explico por que: a acústica da maioria dos carros deixa muito a desejar, nos modelos onde o som da rua, do motor ou até mesmo do vento vazam para dentro do habitáculo e aí fica difícil ouvir música, principalmente quando se trafega nas rodovias.

Hoje em dia, carros nacionais montam sistemas de áudio de diversas marcas, se o usuário estiver disposto a desembolsar algum. A Renault, por exemplo, tem um Captur modelo Bose. A Volkswagen instala o som Beats como opcional em vários modelos, e a Peugeot trabalha com alto-falantes JBL na série In Concert.

Esses modelos consistem geralmente de 2 tweeters, fixados nas portas ou nas colunas “A”, virados para os passageiros da frente, dois médios ou full range nas portas dianteiras e mais dois nas portas traseiras, além de um subwoofer de baixa estatura, que tanto pode ser instalado no porta-malas ou embaixo de um dos bancos.

O Peugeot 2008 “In Concert”

A PSA lançou dois modelos (208 e 2008) com fabricação limitada, em parceria com a JBL, cujo logo aparece na carroceria e no interior do carro. O sistema de áudio foi originalmente lançado durante o Rio Open deste ano, ocorrido em fevereiro.

O logo da JBL no painel do carro é ainda mais discreto do que o da carroceria:

 

A distribuição dos alto-falantes obedece ao mesmo layout acima descrito, ou seja, portas dianteiras com 1 woofer e 1 tweeter, e apenas 1 woofer nas portas traseiras. O subwoofer ficou instalado no banco do carona. A descrição de potência é de 135 Watts para os tweeters, 180 Watts para os woofers e 200 Watts para o subwoofer do tipo slim (gabinete estreito ou reduzido).

Na realidade o alto-falante que é classificado como “woofer” está mais para “squawker” (alto-falante de médios) com capacidade de reproduzir graves. Trata-se, enfim, de um arranjo clássico de caixas acústicas de duas vias.

O sistema funciona com amplificador próprio e processador de áudio digital. Os cortes do crossover entre tweeter e woofer, ou o filtro passa-baixo do subwoofer, bem como as características do slope adotado na curva de resposta de frequência, não são especificados.

Experiência auditiva

Eu tive a chance de ouvir o Peugeot In Concert 2020. Comparado a um veículo sem este recurso, o resultado auditivo mostra evidências de uma maior qualidade tonal na reprodução de médios. Médios e agudos trabalham em harmonia, mas o mesmo não se pode dizer da interação com o subwoofer. O painel de ajustes não dá acesso ao filtro passa baixo desta unidade, e o usuário fica basicamente restrito aos tradicionais acertos entre graves, médios e agudos:

 

A opção “Intensidade Sonora”, localizada à esquerda, nada mais é do que o tradicional “Loudness”, controle este inaceitável para amantes do áudio. E, de fato, marcando-se este ajuste o balanceamento entre as regiões do espectro sonoro fica comprometido. Nos meus testes, eu preferi deixar o ajuste desativado. Idem para “Personalizados”, que são pré-ajustes de curvas de resposta de frequência, para atender a gostos específicos de reprodução.

O 2008 In Concert vem com um acerto esmerado de isolamento acústico dentro do habitáculo. Andando com o carro em perímetro urbano quase nada se ouve das costumeiras fontes de ruído, tais como pneus, motor, vento, etc.

O acerto acústico torna mais prazerosa a experiência de ouvir música dentro do carro. Não pude testá-lo em rodovias, mas eu creio que o resultado não será muito diferente. No geral, eu gostei do In Concert, principalmente se levarmos em consideração de que dificilmente se poderá obter um som de audiófilo dentro do carro.

Discrepância de opiniões

Eu acho engraçado as pessoas na Internet opinarem sem nunca terem tido uma experiência concreta sobre aquilo que afirmam nos comentários. Eu havia me dado ao trabalho de pesquisar opiniões sobre o 2008 In Concert, e as achei em um press-release de um site de informações automotivas. E nos comentários de usuários por lá eu li logo de cara algumas joias do pensamento liberal. Um cidadão começou dizendo que “o carro em si é muito ultrapassado” (sic). Outro, pior ainda, dizendo que “JBL é marca de pobre”!

Infelizmente, é assim: as pessoas que arvoram este tipo de preconceito com motorização não têm ideia de como um motor é criado e modificado depois do projeto construído. Os anos passam e ele sofre alterações extemporâneas, por mudança de design de peças e/ou reprogramação das centrais. Por isso, observa-se que quando o motor se mostra eficiente e confiável desde a sua origem ele passa quase uma década sendo adaptado aos carros novos que estão saindo.

No caso específico do motor THP do 2008 e de seus congêneres isso se aplica totalmente, de tal forma que, via-de-regra, o modelo daquele ano raramente é o mesmo dos anos anteriores! O THP foi originalmente desenhado em parceria com a BMW. Existem acertos para que o carro onde ele é instalado possa andar com esta gasolina de má qualidade e cheia de álcool, que é uma substância altamente corrosiva!

O motor THP mais atual é do tipo Flex e acertado ao câmbio automático de seis marchas da Aisin, que já se provou muito eficiente em modelos anteriores, inclusive de outras marcas.

E esse outro que afirma que JBL é marca de pobre, aí, me perdoem, é de chorar de rir. Foram muitas as vezes em que eu entrei em um estúdio e lá encontrava caixas JBL ou Altec, usadas como monitores de referência.

Houve época, já na fase da Harman Kardon, que engenheiros e designers super experientes da linha profissional da JBL foram chamados para criar modelos para a linha doméstica, atendendo assim um importante segmento de audiófilos.

Lições que deveriam ser aprendidas sempre

A Peugeot nem sempre instalou em seus carros som de boa qualidade. Eu tive um Peugeot 206 décadas atrás, que veio de fábrica com alto-falantes argentinos de péssima qualidade. O agudo irradiava por cone concêntrico (coaxial), uma arquitetura velha e pseudo econômica, e o cone principal com suspensão que logo começou a se deteriorar.

Para resolver isso eu mesmo me dirigi à Rua República do Líbano, tradicional rua de vendas de alto-falantes para carros, e por um preço irrisório comprei, e depois instalei, um par de alto-falantes Sony, com rede divisora passiva, com drivers médio e agudo integrados. O som melhorou na mesma hora!

Nos dois últimos modelos Peugeot que eu comprei havia um erro ridículo na reprodução de mídia de áudio salva em um drive USB. Normalmente, quando se salva o conteúdo de um CD para um drive, o programa conversor numera a ordem das faixas e as coloca no diretório começando com a contagem, por exemplo “01 – Título da música”, e assim por diante. Os dados são retirados de um banco onde constam todos os CDs comerciais.

Até então, os carros da Peugeot seguiam esta ordem, o que está correto. Sem mais nem menos, a mesma central começou a usar metadados contidos nos arquivos de áudio para ordenar as faixas. O leitor poderá ter uma noção do que são estes metadados, rodando um programa do tipo Foobar 2000:

 

O título da música (“Track Title”) e outros dados do arquivo estão descritos acima. A central da Peugeot passou a ordenar a reprodução de acordo com o “Track Title” e não pelo nome do arquivo (“01 – Título da música”). Com isso, a reprodução de qualquer disco se tornou automaticamente fora da ordem natural de reprodução. Em se tratando de discos de concerto de alguma peça o primeiro movimento poderá ir parar no fim.

Em discos populares, como, por exemplo, “Abbey Road”, dos Beatles, onde todo o lado 2 do antigo Lp tem músicas em sequência e coladas umas nas outras, o desastre de reprodução é indefectível.

Cerca de mais de dois anos atrás eu detectei o erro e entrei em contato com a fábrica. A representante me pediu para levar o carro e o problema na concessionária, proposta que eu achei um absurdo, mas concordei em ir. Só para ouvir do chefe da oficina o óbvio: de que ele não entendia patavinas de programação. Cheguei a montar um diagrama para explicar o problema, mas foi compreensivelmente inútil.

Tratava-se de um erro cujo programador original poderia ter facilmente corrigido, e a revisão de firmware inserida em um drive USB, para atualizar a central. Mas, nada foi feito e o assunto ignorado. Aconteceu de me mandarem, meses atrás, uma daquelas pesquisas de opinião sobre satisfação e eu então reclamei deste descaso. Adivinhem? Dias atrás, uma pessoa da fábrica me liga pedindo detalhes do erro novamente.

Coincidência ou não, o novo Peugeot 2008 In Concert reproduz as faixas como deveria. Evidente que não foi por minha causa. Aparentemente, alguém da fábrica notou aquele erro grosseiro e resolveu mandar corrigi-lo.

Este incidente evidencia o despreparo das partes, e a inércia de levar algo que essas partes não entendem adiante, para a devida solução. Eu teria me colocado à disposição deles, se isso algum dia acontecesse, porque somos nós, usuários, que pagamos uma nota preta na aquisição de um veículo e queremos vê-lo funcionando direito em todos os quesitos! Outrolado_

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O nascimento, vida e morte da fita cassete

Depois de 20 anos a marca ainda pulsa

Colocando um tablet no carro

Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

6 comentários sobre “Ouvindo música no carro

  1. Olá Paulo, você já percebeu que a indústria de eletrônicos “ainda” não conseguiu (a contragosto) extinguir o sistema de som para os carros ? Que tragicômico tudo isso, ainda mais com um equipamento “compacto e com requintes de canivete suíço” Senão vejamos… O que temos nas mais modernas e completas centrais multimídia para carro ? Um player de mídia que toca de tudo (até Blu-ray), com sistema de som 5.1 dolby digital, Rádio Am e Fm. Player (App) dos mais diversos tipos de arquivo, com sistema de armazenamento e processador que equipara essas centrais aos tablets mais modernos. E ainda com possibilidade de instalar câmeras externas. Diante de tudo te pergunto, esses engenheiros querem audiófilos assistindo a filmes e ouvindo música só dentro do carro ? Que disparate tudo isso ! Acho que esses diretores dessas empresas (ao meu ver) perderam a mão e não sabem mais para que lado atirar e rancar dinheiro do pessoal que é fanático por audio. Podemos conferir tudo isso vendo essas feiras em que tudo do melhor é lançado para sonorizar o carro, daí te pergunto, e quem quer ouvir música e ver filmes dentro de casa ? Se vira apenas com a Tv naqueles alto falantes minúsculos, e assistem a filmes em qualidade de streaming ? Nossa… Tem hora que é difícil manter a compostura !

    • Oi, Rogério,

      Para te ser sincero, eu nunca percebi aquilo que você me afirma. O que eu noto é o uso cada vez maior do emparelhamento de celulares ou tablets para, entre outras coisas, ouvir música. No caso do Nivus o tablet já é o próprio console e parece que a tendência é essa. É possível que isso chegue a tal ponto que a central do carro irá se resumir a um computador de bordo dentro do resto, invertendo, portanto, o design da maioria das centrais que eu tenho visto.

      Vídeo dentro do carro, eu entendo que seja somente para os passageiros em trânsito, mas mesmo assim eu não gosto. Na verdade, o que mais me atrai hoje em uma central é a interação com aplicativos. Eu consigo rodar com Android Auto e tirar vantagem disso em várias circunstâncias. Acho que os designers estão entendo isso perfeitamente, porque a maioria das pessoas não larga o celular o dia todo! E deste modo, porque não ter um celular na central?

      Em alguns aspectos o emparelhamento passou a ser um ítem importante de segurança, como, por exemplo, poder atender o telefone quando se está dirigindo, e ninguém irá poder me multar por fazer isso, a não ser que um desses espertos da indústria de multas desse país consiga alterar as regras do Denatran. Se conseguirem isso, vão ter que multar a indústria também, por disponibilizar o recurso!

      • Bem Paulo é muito complicado explicar a mente humana, pois nem sempre as palavras se fazem entender. O que quis dizer (no meu ponto de vista), o marketing da indústria de eletro-eletrônico tem focado no lançamento de equipamentos de uso individual, pois gera mais lucro que equipamentos de uso compartilhado. Quantas famílias você vê usando a central multimídia dentro dos carros no “dia a dia” ? É a mesma linha de raciocínio para smartphone (foca-se no uso pessoal) Por que vender home theater, ou sistemas de som doméstico para casa ? Como você descreveu com primazia no começo de sua matéria: “Ouvir música no carro não é a mesma coisa que ouvir em casa”. Se formos abordar esse tema de forma mais profunda e abrangente, não se obtém um bom retorno no desenvolvimento e fabricação de equipamentos de “uso coletivo” Isso em termos de lucro não interessa para a indústria. Cinemas fechando as portas (assistir filmes com a família ou com a namorada, para que ?). Melhor vender filmes por app na loja de aplicativos no smartphone ou tablet. Ao meu ver está muito claro que tem algo por trás disso… Auferir lucro muito maior focando no lançamento de produtos e serviços para uso individual. Esse é o novo foco prioritário da indústria.

        • Bem, neste aspecto eu concordo totalmente contigo.

          Por outro lado, entendo, e espero não estar errado, que centrais automotivas vêm se tornando uma atração à parte na venda do veículo, independente de quantas pessoas irão usa-las. Supostamente, o principal usuário é o(a) motorista e/ou o(a) seu(sua) acompanhante.

  2. Olá Paulo,
    Acho curioso como a maioria dos usuários e ouvintes atuais não entendem o que é alta fidelidade. Grande parte deles, sobretudo os que instalam “ som no carro “ acham que qualidade é ter volume e graves embolando tudo. No fim, tanto faz se para ouvir em casa ou no automóvel, a questão da qualidade passa pela percepção de o quão próximo aquilo se parece com o som ao vivo. Mas como ter um parâmetro se poucos são os que já assistiram a um espetáculo de orquestra tocando em um auditório com acústica perfeita? Felizmente assisto sempre que posso ( ou podia, antes ) e aí dá para se ter uma noção exata se um sistema se aproxima. Absolutamente, posso afirmar que nenhum sistema mesmo hi end fica igual, até porque existem vibrações, como as do tímpanos ( tambores ) impossíveis de reproduzir devido às proporções do ao vivo e da sala com caixas. As gravações atuais são bastante boas e servem para lembrar aquele momento único de um concerto. Sobre o Tokyo Boys, o disco está no Spotify e já marquei como preferido, obrigado pela dica. Você poderia dar outras dicas para uma playlist…

    • Oi, Felipe,

      Eu lidei com audiófiloa grande parte da minha vida, a maioria à procura do som absoluto, muito difícil de achar, principalmente no tange ao polêmico multicanal, que muitos não consideram de qualidade satisfatória.

      Sobre playlista, eu te confesso que nunca fiz ou me interessei por uma, mas se você me permitir posso citar artistas que poderiam lhe ajudar na busca:

      O estilgo adotado pelo Misago é o do Perez Prado. Se você der sorte vai achar gravações da sus orquestra na época do Living Stereo da RCA. Também nessa linha você acha Xavier Cugat, que fez muito sucesso na América.

      Mas, se você se interessa por Jazz Latino, as opções são bem maiores, por exemplo: Tito Puente. Cal Tjader, Paquito D’Rivera, Michel Camilo,, Chico O’Farrill e outros. Existe um documentário espanhol sobre o assunto, chamado “Calle 54”, que vale a pena conseguir assistir.

      Espero que lhe ajude.

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